
Nesta sexta-feira (10), segundo apuração do repórter do Grupo Bandeirantes, Caiã Messina, a delação premiada do empresário Maurício Camisotti revelou à Polícia Federal a existência de um esquema que teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão por meio de fraudes contra aposentados e pensionistas.
Segundo depoimento, ele controlava entidades como a AMBEC, CEBAP e a UNSBRAS, que, de acordo com sua própria admissão, tinham como intuito a prática sistemática de irregularidades. A colaboração também menciona o envolvimento político, apontado como “fundamentais” para a sustentação do grupo o senador Weverton Rocha e os deputados Euclydes Pettersen e Maria Gorete Pereira.
A partir das revelações, investigadores da Polícia Federal esperam um efeito dominó entre outros suspeitos, com novas negociações de delação premiada já em curso. Entre os que iniciaram tratativas estão o ex-procurador-geral do INSS Virgílio de Oliveira, preso sob acusação de corrupção, sua esposa, a médica Thaísa Hoffmann, além do ex-diretor de Benefícios do INSS André Fidelis e seu filho, o advogado Eric Fidelis.
Apontado como líder do esquema, Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” ainda não manifestou intenção de colaborar, mas a expectativa dos investigadores é de que o avanço das apurações aumente a pressão por um acordo.