
O Federal Reserve (FED) decidiu, nesta quarta-feira (18), manter a taxa básica de juros no intervalo entre 3,5% e 3,75% pela segunda reunião consecutiva.
A decisão ocorre em um cenário internacional delicado, marcado por um conflito recente no Oriente Médio. A guerra teve início há menos de três semanas, após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Além das tensões geopolíticas, os dirigentes do banco central enfrentam um ambiente econômico desafiador, com inflação elevada e um mercado de trabalho que ainda apresenta sinais de instabilidade.
No ano anterior, o Fed havia reduzido os juros em três ocasiões, nas reuniões de setembro, outubro e dezembro, como resposta ao enfraquecimento do emprego. No entanto, recentemente, membros da instituição têm adotado um tom mais cauteloso, destacando a incerteza sobre os impactos do conflito na inflação antes de tomar novas decisões.
A política monetária dos Estados Unidos também tem reflexos diretos em outros países, como o Brasil. Com os juros americanos em patamar historicamente elevado, aumenta a pressão para que a taxa Selic permaneça alta por mais tempo, além de influenciar o comportamento do câmbio.
Esta foi a décima decisão de juros desde o início do atual mandato de Donald Trump, que assumiu a presidência em janeiro de 2025. Desde então, o Fed realizou três cortes nas taxas, em meio a um ambiente econômico marcado por incertezas, conflitos geopolíticos e disputas comerciais impulsionadas pelo governo republicano.