
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou nesta quarta-feira (31) que o anúncio da China de impor tarifas sobre a carne bovina brasileira “não é algo tão preocupante”.
Pequim informou que aplicará uma tarifa adicional de 55% sobre importações de carne bovina que já atingiram os níveis de cota dos principais países fornecedores, entre eles Brasil, Austrália e Estados Unidos. A medida busca proteger o setor pecuário doméstico, que vem saindo gradualmente de um cenário de excesso de oferta.
“Então, a salvaguarda para a carne bovina na China é algo que já vinha sendo anunciado e preparado pelo governo chinês há pelo menos um ano. O intuito, segundo eles, o ministro da do comércio me anunciou, seria de proteger a produção local, estabelecendo cotas com as tarifas atuais para o mundo inteiro. Portanto, não há discriminação com nenhum país do mundo, em especial ao Brasil, mas com o intuito de proteger a produção local”, disse Fávaro.
“É óbvio que 2024 foi um ano de grande expansão. Passamos de 50% das exportações da carne bovina para a China. Mas, de modo geral, não é algo tão preocupante, porque nós trabalhamos muito para ampliação dos mercados”.
Segundo o ministro, o governo Lula abriu 20 mercados para a carne bovina em diferentes regiões do mundo. “Portanto, o Brasil está relativamente preparado para intempéries comerciais”.
Carlos Fávaro destacou ainda que terá início, agora, uma fase de negociação. O ministro também ressaltou que a relação Brasil-China “nunca esteve tão boa e assim vai continuar”.